A catarata é uma doença ocular que ocorre frequentemente pela idade e é caracterizada pela opacificação do cristalino (a lente natural do olho), responsável por focalizar os raios luminosos sobre a retina, funcionando como uma lente "autofocus" e proporcionando nitidez da imagem. A catarata pode ter origem também traumática, por infecções, defeitos congênitos, uso de medicações para tratamento de determinadas doenças, como corticóides, por exemplo.
Os portadores de catarata normalmente a descrevem como se estivessem olhando através de uma queda d'água, ou de uma folha de papel vegetal, com embaçamento gradual e diminuição da visão, isso porque os raios luminosos que penetram no interior do olho não conseguem atingir a retina.
Os primeiros sintomas que aparecem são visão nublada, mudanças freqüentes no grau dos óculos, visão dupla em um dos olhos, diminuição na percepção de cores, a leitura fica mais difícil e dirigir pode se tornar perigoso. O portador de catarata pode se sentir incomodado por luz forte (dias ensolarados, faróis contrários à noite) e ver halos ao redor de luzes.
A catarata só pode ser diagnosticada por meio de um exame oftalmológico completo e, até o momento, não existem tratamentos médicos capazes de revertê-la, sendo a cirurgia o único meio eficaz.
Cirurgia de Catarata
O maior avanço em termos de técnica é a introdução da facoemulsificação ultrassônica. Baseada no princípio do ultrassom, o procedimento consiste um realizar uma pequena abertura no olho, em torno de 2.75 mm, na qual a catarata é triturada e aspirada ao mesmo tempo. Após a retirada do cristalino opacificado é colocada uma lente intraocular para compensar o grau do cristalino. Esta técnica oferece grande vantagem em relação à cirurgia tradicional, pois a mesma é realizada com o olho "fechado", com pressão positiva, diminuindo o risco de complicações, além do que a recuperação visual é muito mais rápida, com menor trauma e reação inflamatória, oferecendo maior segurança tanto ao paciente quanto ao cirurgião.
O procedimento cirúrgico é realizado com anestesia local (em forma de colírio ou micro-bloqueio), sem internação. Logo após a cirurgia o paciente é liberado para repousar em casa com os cuidados pós-operatórios prescritos pelo médico. O tempo de cirurgia é em torno de 15 minutos e o paciente permanece, em média, 2 horas na clínica.
A lente intraocular que é colocada para substituir o cristalino não apresenta rejeição. O material destas lentes pode ser constituído de PMMA (polimetilmetacrilato), silicone, acrílico dobrável, colágeno ou hidrogel.
As pessoas têm diferentes períodos de recuperação, mas a maioria dos pacientes (98%) apresenta melhora visual quase imediatamente após a cirurgia e retorna às atividades em dois ou três dias. Uma vez removida, a catarata não voltará. Os resultados são permanentes, dando ao paciente uma boa visão, desde que o mesmo não apresente outras patologias, como retinopatia diabética, doenças degenerativas da retina, glaucoma, etc., que podem afetar a qualidade de visão. Para isso se realizam exames pré-operatórios, a fim de que o paciente tenha real expectativa da visão pós-cirurgia de acordo com sua patologia.
Quando se realiza a cirurgia, a cápsula posterior do cristalino (parte que sustenta a lente intraocular) pode se opacificar, e neste caso, é necessário a realização da abertura desta cápsula com YAG LASER. Este procedimento é simples, rápido e indolor.
Importante
A cirurgia de catarata não deve ser considerada como cirurgia banal, fácil e sem importância. Temos, sim, atingido um grau muito elevado de segurança e de recuperação rápida da visão devido ao grande desenvolvimento tecnológico associado a intenso e dispendioso treinamento dos profissionais do CEMOC. Existem vários tipos de facoemulsificadores, que oferecem maior ou menor segurança no ato cirúrgico. O CEMOC possui os facoemulsificadores mais avançados do mercado mundial. O resultado também depende da experiência do cirurgião, principalmente nos casos mais difíceis.
A escolha é sua
A catarata pode levar anos para se desenvolver. Mas, qual é o momento para removê-la? A resposta é simples: o momento é quando a pessoa não consegue realizar suas atividades com segurança e passa a acreditar que a sua qualidade de vida seria melhor se voltasse a enxergar bem. Antigamente, esperava-se a catarata "amadurecer". Hoje, pelas técnicas modernas, o quanto antes a cirurgia for realizada, mais segura é para o paciente, pois no início a catarata é "mole"; e a medida que o tempo passa a catarata " endurece", o que dificulta o procedimento cirúrgico e a recuperação visual.
Só você pode decidir qual é o melhor momento para reabrir seus olhos para um mundo brilhante e nítido.